
"O Chamado da Terra"
Ser um construtor é construir conhecimento, trocar experiências, mostrar que a arte não tem limites e nem barreiras capaz de impedir o outro, o eu, o nós de sabermos mais e mais.
É criar, demonstrando que o novo pode estar em qualquer lugar a qualquer hora, para qualquer um.
É ligar o todo, chamar a atenção, surtir efeito, causar curiosidade, incomodar, qualquer coisa do gênero que leve o outro a parar mesmo que seja por um instante apenas ou se este não parar que possibilite a percepção mesmo que distante, de algo diferente no ar, no cotidiano, na vida, no local de passagem.
É querer dizer algo, lutar de formas diferenciadas daquelas que levaram a violência e até mesmo a atos desumanos e injustos.
Falar com a música, com o corpo, com a expressão, com o olhar , com a Arte.
Falar com aquele que e no caminho de volta ou quem sabe de ida possa perceber que ele é um ser social importante, que ele foi encontrado por alguém, por um coletivo que em algum momento o percebeu.
É ligar pontes, idéias, palavras, olhares, sentimentos, informações que nos levem a transformações, internas e externas.
É poder nem que seja por alguns instantes construir algo significativo na vida de uma sociedade, do eu, do outro, do nós!
O que é ser um construtor de pontes?
Me preocupo com o que me envolve, e com o que está dentro de mim, em como as coisas entram e saem e em o quanto esse movimento é consciente, me preocupo em tentar entender o contexto, em questionar, em rever as coisas e procurar enxergar em que elas me influenciam, em ser homem e contemporâneo, mas sem deixar nada de lado, tento construir pontes entre mim e o resto, entre o que interressa e o que no fim, talvez, eu me esqueça.
Magno, o subjetivo